Olá pessoas, como estão? Vim aqui discutir sobre um assunto polêmico, e que me fez esbravejar bastante no Twitter, juntamente com outros jogadores fervorosos, sobre a Imersão nos Jogos. O fator que me fez escrever este artigo foram algumas declarações dos participantes do podcast Matando Robôs Gigantes, que mesmo sendo um podcast excelente, teceu alguns comentários que não agradaram uma parcela de pessoas, referente à suposta falta de imersão nos portáteis.
Uma coisa eu concordo: quando jogamos um jogo de ultima geração, em uma tela grande e com um ótimo som, claro que o fator imersão é elevado. A tendência dos jogos é que sejam similares a filmes, em se tratando de narrativa, gráficos, trilha sonora e o pode de cativar o jogador, ponto extremamente importante para a tal da imersão de quem joga. Porem há uma visão extremamente preconceituosa quanto aos jogos para portáteis, sempre alegando que os mesmos são apenas uma forma de diversão casual e, no caso especifico do Nintendo DS, sendo chamados de “portátil dos jogos bobos” ou por supostamente ter apenas jogos para crianças e/ou idiotas.
Uma coisa que deve ser frisada é que para o jogador querer jogar até o final, o mínimo de imersão é exigida. Às vezes nem precisa querer jogar até o fim, o simples fato de estar gostando de jogar o titulo já é um foco da sua atenção. E tem o fator financeiro também, pois nem todos possuem verba para ter um console de ultima geração, tendo que apelar aos portáteis para continuar jogando seus jogos favoritos. Nestas horas o portátil é extremamente útil, pois concordam que é melhor ter um grau satisfatório de imersão em um portátil do que não ter imersão alguma? Uma frase que resume bem o que eu disse acima foi dita no Twitter pelo @ogro_himself:
“pra mim, fone atochado no ouvido e uma tela pequena a centímetros do rosto é imersão suficiente …”
O DS, o tal portátil dos “jogos para crianças” é o que pode se dizer ter um grau diferente de imersão, afinal graças à tela sensível ao toque mais a Stylus a sensação de controle é palpável. Mesmo com todos os jogos não tão hardcores, quem joga fica entretido com muita facilidade, tendo em vista a praticidade em poder guiar utilizando seus próprios movimentos, e não apenas no apertar de botões. O PSP já tem mais jogos ditos hardcores, e mesmo sem a tela de toque, os seus jogos fazem uma legião de jogadores adorarem o portátil.
Não quero me delongar mais, e só finalizando, eu digo: Não importa o console, o tamanho da tela onde você joga, muito menos o gênero de jogo que está em suas mãos. O importante é você se divertir com o que tem. Se conseguir ter momentos de diversão, missão cumprida.
Agradecimentos especiais para a Lika, do podcast Fission Mailed. Muito obrigado pelas idéias e pelo papo também.




























Eu acho que quanto mais gráficos, maior imersão, porém eu não acho que a diversão está diretamente ligada a imersão em todos os casos. As vezes você quer só se divertir e não realmente viver aquela história, mas assistir. A questão de gráficos pode ser também pura empolgação, pois quando eu joguei o primeiro Medal of Honor eu acha aquilo a coisa mais real do mundo, achava que estava dentro de uma guerra, mas hoje acho que o que resta do jogo é diversão e nostalgia, porque os gráficos nem de longe parecem reais.
Outra coisa que eu acho que sempre vai tirar a imersão é o controle e tanto os consoles de mesa quanto os portáteis ainda tem controle. Quando não for mais necessário controles, ai sim a imersão estará completa, embora eu não gosto muito da ideia de jogar sem controle.
Imersão é algo complicado de se falar, mas levando pelo sentido da palavra significa praticamente “mergulhar”.
Logo, para jogos, imersão é definida pela possibilidade do jogador se sentir no mundo, não necessariamente se sentir pelo fato de sons e imagens parecerem reais, mas na verdade se o jogador se importar com o q acontece no jogo e aceitar o desafio para si mesmo então o jogo ja obteve a imersão desejada do jogador.
Logo, independente do ambiente (portátil, console, pc, flash game, etc…) se o jogador passa a se importar com o cenário apresentado para ele então o jogo foi bem feito o suficiente para causar imersão.
Queria dizer que sou fanático por jogos e não tenho nenhum consoles atual do momento por causa da velha e dita: falta de grana. Fato! Mas eu sou detentor de um Nintendo DS lite e o que mais tenho é interatividade, diversão e imersão em seus jogos. Eu cresci jogando Nintendo, eu desenvolvi habilidades com um Wii (emprestado!), claro que são jogos ‘bobos’, mas isso não quer dizer que são fáceis. Scribblenauts, por exemplo, é graficamente ‘bobo’, mas seu nível de dificuldade em escrever palavras – e muita vezes, lembrar delas em inglês – me faz imergir na história.
Em contrapartida, minha noiva tem um PSP e com ele todos os gráficos perfeitos e CGs de dar água na boca. Claro que essa é a principal vantagem num PSP, levar o PlayStation para onde quiser. Mesmo assim, tiveram jogos que eu não zerei por impaciência de tanta ‘frescura’. Então essa coisa de imersão está ligada proporcionalmente à interatividade, independente de gráficos ou consoles..
Abraços!
Eu já tive um DS, atualmente tenho um PSP, e digo com muito orgulho: portateis são maravilhosos, e eu não troco por nada! Praticidade, leveza, modernidade e diversão em qualquer lugar… É tudo isso e até um pouco mais!
Os portateis podem não ter tanto foco no mercado, em vista que jogos considerados “carros-chefes” de muitas produtoras são lançados para os consoles comuns, oferecendo maior conforto e imersão para os fãs ou jogadores de primeira viagem.
Contudo, não há uma base sólida sobre vendas de consoles e portáteis. Ambos são muito bem vendidos através do mundo inteiro (tendo seus altos e baixos, claro). Claro que há exceções, como aqui no Brasil, onde por conta dos impostos um console de “nova geração” custa quase dois salários mínimos.
Enfim, ambos vendem muito bem, inclusive os portateis, por conta das qualidades que citei mais acima e quem sabe até mais. Ambos consoles e portateis possuem seus prós e contras. Mas afirmar que portáteis são bobos, é quase como pensar que videogame ainda é coisa de criança. É nessa seriedade que vamos longe hein!
Enfim, ótimo texto, parabéns! o/
Belo texto. Concordo com o que foi digo mas vou bancar o advogado do Diabo e defender os cretinos do MRG. Como o Mencel bem citou o lance de imersão é bem diferente pra cada um. Eu concordo com o Ogro quando diz que um fone no ouvido e a tela a um palma do rosto basta, joguei Zelda do DS assim e foi d+.
MAS pra outros a imersão só vai ser total numa tela de 50pol com home teather num quarto escuro, uma bacia de doritos do lado e um engradado de coca-cola no outro. xD
Realmente eles andando forçando a barra nos ataques aos portáteis. Falar que é coisa de criança é aloprar geral. Mas tirando esses argumentos meio rasos da pra entender a indignação sim.
Parabéns pra ti e pra Lika pelo post. ;o)
Boa! Sou fã do MRG, mas para mim imersão não depende de tamanho da tela ou volume do som.
Quando eu tava lendo Senhor dos Anéis, Entrevista com o Vampiro ou o Guia do Mochileiro das Galáxias, podia cair o mundo atrás de mim que eu continuaria “imerso”. Sempre leio no ônibus, e diversas vezes me vi totalmente imerso na história. Pensar em algo estimula os mesmos campos do nosso cérebro do que ver algo, isso é comprovado.
Caso contrário, onde estaria o limite, em polegadas, entre uma tela que não provoca imersão e uma tela que provoca imersão?
É como diz Marcel Proust, “deixemos as mulheres bonitas aos homens sem imaginação”.
Muito boa a materia!
Acho que o conceito de imersão depende muito do jogador.
Por exemplo, nunca consegui “sentir essa imersão” ao jogar no Wii. Talvez seja pelo fato de não ter jogado o jogo certo.
Em compensação, é facil ter essa imersão nos portateis tendo em vista jogos como Metal Gear para o PSP e FFIV para DS.
Belo texto amigo Wesley!
Pra mim até brick game com Tetris pode ser imersivo. Isso depende muito do jogo e do jogador. Já perdi horas jogando Need for Speed no meu N95 (veja bem, não é um iPhone com gráficos e som bons…) inclusive em aula, perdendo totalmente a noção de onde estava.
Como também tem aqueles jogos de console que simplesmente beiram o ridículo, que, se arrancam alguma emoção sua, é a raiva e desprezo.
Todo console/portátil tem jogos ruins e bons, infantis e maduros, imersivos e whatever. Dizer que DS é ruim só porque tem jogos para menininhas é bossal. Elas também querem e tem o direito de jogar, não é mesmo? Agora, só porque estes jogos existem eu não sou obrigado a jogar… Eu, com 27 anos e a hombridade bem definida (rsrs) não ficarei jogando Hannah Montana em meu 360 só porque o jogo esta ali. E mais, a existência deste jogo não faz o 360 ser melhor ou pior.
Se você escolher o jogo certo pra você com certeza será imersivo, tanto no tabuleiro, no telão, na telinha ou no papel.
Um abraço.
Detonou Wes!!! Muito boa matéria!!
Adorei as fotos!
Os Matadores têm suas opiniões de merda e isso deve ser respeitado. Não concordo na generalidade com que trataram os portáteis, mas acho que em certos momentos, SIM, a imersão é prejudicada em um portátil.
Exemplo prático: Eu no ônibus com meu DS.
Nesse momento são muitas as situações que tiram o jogador(Eu o/)da imersão, como o fato de olhar em volta para ver se não está na iminência ser assaltado ou em ruas chacoalhantes de paralelepípedos. Mas isso não é culpa do portátil em si, mas sim da situação. Não acho que a imersão é diferente de qualquer console doméstico, se eu estiver jogando em um lugar tranquilo, como no sofá da sala ou em uma viagem interurbana.
Mas outra coisa a se destacar nos portáteis é a sua imensa contribuição para o ramo videogamístico. Eles são o lugar perfeito para hospedar jogos clássicos e nostálgicos, causando a alegria de retrogamers e de gamers que não tiveram contato com jogo na época de lançamento do mesmo. Também é ótimo para jogos de desenvolvedoras que não tem orçamento para fazer jogos de consoles caseiros, dando oportunidade de mercado e jogos muito diversificados. Aí temos como exemplo os Metroids em estilo clássico do GBA, coletâneas e remakes de FFs e novidades como Hotel Dusk, um jogo surpreendente de Adventure, um gênero considerado morto.
Enfim, minha opinião de bosta é que portáteis são foda, compre um, mas eles ainda são subsidiários aos consoles caseiros, então ter somente um portátil vai te deixar frustrado em curto prazo.
Ah sim, parabéns aí pelo texto, Wesley. =D
Estava claro, direto e sem enrolação.
Sucesso!
Wesley, muito bom o texto!
Concordo com você. Eu tive um gameboy color, um gameboy advance e agora um DS e um PSP. QUando quero jogar uma coisinha qualquer pra passar o tempo, no onibus ou em alguma fila, os portáteis cumprem bem o serviço. Mas, da mesma maneira, são competentes em prender minha atenção e me “puxar” pra dentro dos jogos quando a história é mais atraente e o game exige maior imersão. É tudo questão de onde e como você vai jogar. Quando vou jogar um jogo em que realmente quero “imergir”, jogo no meu quarto, de luz apagada, com fone de ouvido.
De minha parte, não compro os portáteis só pelo fato de serem portáteis. Acho que eles oferecem formas novas de jogabilidade que o console nunca poderá fornecer. A possibilidade de jogar com seus amigos sem precisar carregar um videogame e uma tv nas costas (claro q isso agora se tornou obsoleto por conta da internet), a chance de usar elementos do ambiente pra influenciar o jogo (como Boktai e o PokeWalk), além da excelente tela de toque do DS, que jamais funcionaria em um console.
Enfim, como disse o Ricardo, o MRG tem suas opiniões de merda, e gosto não se discute. Mas concordo com vc, Wesley, e com a maioria da galera dos comentários: imersão depende, em grande parte, do jogador.
Abraços e parabéns pelo ótimo texto!
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