
Por Rafael Arbulu
Sabe aquela demo de Final Fantasy XIII que a Square Enix lançou em março, junto com o Blu-ray do filme Advent Children Complete: Final Fantasy VII? Eu joguei. Lembra de Final Fantasy XII? Eu tô jogando. Lembra de The Legend of Zelda: Ocarina of Time, no já antiquado Nintendo64? E do Majora’s Mask, também da franquia Zelda?
“Por que as perguntas, Mestre Arbulu” você pode estar se dizendo. Respondo, pequeno aprendiz: não consigo afastar o sentimento de que ambas as séries estão ficando…errr…iguais demais. Alguém mais já notou ou é só neurose minha? Digo isso porque, desde a décima segunda edição da maior franquia de RPGs da Square Enix, o sistema de batalha por turnos foi abandonado, dando lugar à ação em tempo real com movimentos pré-determinados pelo jogador, momentos antes e durante a batalha.
A única coisa que diferencia as aclamadas séries é o fato da franquia nintendista ainda ter um botão de defesa, algo que se espera quando se está equipado com um escudo, mas algo ausente em qualque Final Fantasy: no segundo caso, você tem que contar com a sorte para bloquear/esquivar-se de um golpe inimigo.
Tal tendência não vem de hoje: na verdade, a idéia de explorar o RPG com ênfase maior no elemento de ação é algo que vem desde os primeiros anos do primeiro PlayStation, segundo a própria Square Enix. A idéia era implementar esse novo modelo com o Nintendo64, naquela parceria antiga pacas que, como vocês todos devem saber, não deu muito certo e levou Final Fantasy VII ao PSX, gerou milhões de receita pra Square e pra Sony, tornou-se possivelmente o maior de todos os FF já feitos e blá, blá, blá.
Na verdade, screenshots conceituais do que seria um Final Fantasy no velho “meia-quatro” chegaram até a vazar na rede e em algumas revistas do gênero – no Brasil, a Ação Games. E vejam vocês: se parece HORRORES com os Zeldas lançados para aquele console.
Mas, antes que me perguntem “Será que a Square está copiando Zelda em Final Fantasy”, eu já adianto: não acho que seja o caso. Acredito piamente que a tendência esteja forçando mais e mais à adoção dessas estratégias pela empresa. Não me surpreenderia se o gênero Action RPG fosse adotado como um dos rótulos primários de qualquer jogo, deixando de ser o subgênero que é hoje. Mas também não me surpreenderia se tudo ficasse do jeito que está hoje, e só gamers frescurentos e cheios de “não-me-toques” como eu notariam tais diferenças. Não que faça muita diferença pra mim: na dúvida sobre qual é melhor, jogue ambos! E você, o que acha? Dê sua opinião nos comentários abaixo!
Rafael Arbulu é jornalista, foi editor-chefe do MSN Jogos por quase dois anos e, enquanto procura emprego pra sair da miséria, desenvolve o site The Gamer entre uma entrevista e outra. Para falar com ele, é só seguí-lo no Twitter!























Depois que joguei Final Fantasy XI, nunca mais olhei com bons olhos pra FF e só joguei os FF do NES e o FF VIII…
Ja o Zelda, eu jogo desde criancinha (olha a malicia hein?!?) hehehehe.
Vou abrir uma excessao e vou jogar o famigerado FF…(e olha que eu sou fa da serie…imagina se nao fosse).
Ah sim, o Sr. Mestre Jedi nao é “fresco”… é que essas mudancas acontecem aos poucos e nao de uma vez, por isso, demoramos a notar ou a perceber… como eu ainda sou um Padawan em crescimento, estou tentando avaliar essas pequenas nuances, essas “mudancas”, que nos deixam com a “pulga-atras-da-orelha”…
Boa observação. Eu acho que é mais uma tendência do que uma cópia descarada. Quantos RPGs saíram nos últimos anos com batalhas em turno, como antigamente? São minoria.
Eu mesmo prefiro muitas coisas das antigas, até jogabilidade 2D, mas nesse quesito, eu prefiro essa direção de action RPG de hoje em dia. Acho batalhas em turno muito lentas e pouco interativas. Não joguei a demo do FF XIII, mas esse sistema de fazer combo no ar ficou legal, lembra a ação frenética de um jogo de luta.